Coluna da Angélica: veja os bastidores da política

Coluna da Angélica: veja os bastidores da política

1- Clima
Contrapondo-se às sessões mornas, os bastidores da Assembleia Legislativa do Acre, fervem. Normal. Metade dos deputados é novato. Ainda estão avaliando o terreno…inclusive a líder do governo que tateia no escuro em busca de uma saída menos traumática. Michelle Melo (PDT), destacou-se na Câmara de Vereadores, local de cobrinhas verdes, sem peçonha. Na Aleac só tem cobra criada.

2- Rachadinha

Nos cantos escuros do Poder Legislativo rola uma história escabrosa sobre um integrante da casa que segundo as conversas de bastidores, bota o senador Flávio Bolsonaro (PL), no chinelo em termos de rachadinha. O tal, teria agido da seguinte forma: contratava funcionário, em seguida ordenava que o contratado fizesse um empréstimo do qual teria que dar 50% para o referido parlamentar. Feliz e agradecido por ter conseguido um emprego e crente que o patrão o ajudaria a saldar o débito, o funcionário concordava. Entretanto tão logo o patrão colocava a mão no dinheiro, a pessoa era demitida. O tal, ficava com o dinheiro e a vítima com a dívida bancária. O caso, zilhões de vezes mais cruel que o esquema de Flávio Bolsonaro está na fase de tipificação e o suplente acendendo vela para todos os santos.

3- Compra de votos

Outro parlamentar está bem enrolado numa investigação da Polícia Federal sobre compra de votos. Na Bolsa de Apostas, ele deve ser o segundo a perder o mandato até o final deste ano, atrás somente do das rachadinhas. É a 16ª Legislatura começando com a possibilidade de pelo menos dois poderem perder os mandatos. O das rachadinhas e o outro por compra de votos. Um na mira da Justiça Estadual podendo chegar à Federal e outro da Polícia Federal. Caso sério. Vendo os dois peixes pelo preço que comprei, afinal neste aquário águas tranquilas não rendem né?

4- Representação

Sena Madureira tem uma bancada considerável- dois deputados federais (Meire Serafim- União e Gérlen Diniz- PP) e três estaduais (Gilberto Lira- União; Pablo Bregense- PSD e Gene Diniz-Republicanos). O suficiente para resolver os problemas que mais afligem a população do município, embora há quem diga que o principal problema é o chefe do executivo municipal e quanto a isso nada podem fazer. Aliás tem quem aponte Gilberto Lira como o líder do governo, ideal: “quem consegue se manter como líder do Mazinho Serafim (União), consegue defender qualquer um”, foi a frase ouvida no serpentário nesta terça-feira (14).

5- Missão

Pablo Bregense (PSD), teria substituído Neném Almeida (Podemos), na missão de intermediar a negociação dos bancos com o governo do estado. Os gerentes de bancos, segundo o arquivo secreto de informações dos corredores, têm uma espécie de consórcio para manter um representante no Poder Legislativo, uma associação informal mas poderosa. Na eleição de 2018, esse consórcio elegeu Neném Almeida para fazer a ponte entre os interesses dos bancos e o governo do estado, afirmam. Neném teria frustrado os objetivos. Primeiro, ao priorizar a acomodação de eleitores e segundo e mais fatal, quando pulou para a oposição. Esta seria a explicação para sua derrota nas urnas. Pablo Bregense ficou com o lugar e a vaga. De acordo com as informações que circulam nos bastidores do poder,  nos três meses que antecederam a eleição de 2022,  o consórcio teria dado ok para  7 mil processos do Pronaf. Pablo tem um bom discurso, uma imagem agradável e uma história de vida cativante. Nesses poucos dias como deputado vem se destacando no plenário.

6-  Bancada Federal

Na reunião da bancada federal com prefeitos, realizada na sede Amac, nesta segunda-feira, ficou decidido que as reuniões dos prefeitos com a bancada federal será realizada de agora em diante, no Acre. Nada mais justo. Os deputados e senadores têm seus mandatos conferidos pela população do Acre e uma verba específica para passagens para o estado. Fato que em tese pouparia o tempo de deslocamento e o dinheiro das prefeituras combalidas, embora as passagens aéreas do Juruá para a capital custem valores astronômicos. A deputada Maria Antônia (PP), afirmou que no fim de 2022, pagou 3 mil reais por uma passagem só de ida de Rio Branco para Cruzeiro do Sul. Eis uma boa pauta para unir a bancada.

7-…& prefeitos

Contaram e não fizeram segredo que o prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno (PP), disse que se houver reunião da bancada federal com prefeitos em Brasília, não contem com a presença dele. O motivo declarado teria sido a falta de vontade de submeter a puxões de orelha referentes a apoios nas eleições. Que coisa simplória! A população espera que todos se unam pela melhoria das condições, independente de partido ou de apoios. Primeiro porque a democracia garante o direito de apoiar quem quiser sem que isso seja cotado como moeda para apoios institucionais. Deputados e senadores não são donos do dinheiro das emendas. Nem o Congresso nem o governo gera dinheiro. Tudo. Absolutamente tudo, é  feito com dinheiro público. Dinheiro do povo. Estamos atentos.

8- Persistência

O senador Alan Rick (União), é um político persistente. Pode-se gostar ou não dele, mas é preciso reconhecer que quando coloca uma coisa na cabeça não desiste nem com peia. Botou na cabeça que seria senador, e foi. Queria ser o coordenador da bancada do Acre e lutou com todas as forças para isso. Ninguém da bancada anterior o queria no posto. Ele continuou insistindo e conseguiu. Mesmo que tenha tido que esperar a renovação de 100%. Com a bancada do Acre  na Câmara dos Deputados inteiramente formada por calouros que ainda terão que aprender a ser deputados, Petecão (PSD), cansado da função e Márcio Bittar (União), sem nenhum interesse, Alan ganhou por WO (Without Opponent). Mas ganhou.  E agarrou a coordenação com as duas mãos. A persistência de Alan é tanta que já tem gente torcendo para que ele não cisme em querer ser governador do estado.

9- Complexo de milionário

As notícias divulgadas sobre o deputado Coronel Ulysses (União), envolvem sempre promessas de destinação de verba. Ou ele descobriu o caminho das pedras ou está fazendo cortesia com o chapéu alheio. Nem esquentou a cadeira do gabinete nem a do plenário da Câmara dos Deputados…Por aqui aguardamos ansiosos o progresso parlamentar na expectativa que a bancada do Acre entenda a função de deputado federal e não se restrinja a destinar emendas. Até porque cada um deles custa cerca de 230 mil reais por mês para os cofres públicos alimentado com o trabalho de cada brasileiro, de cada acreano.

 

10- O cão na OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais decidiu nomear um cachorro como Diretor da Comissão de Direitos dos Animais (CDA). Desde o dia 12 de fevereiro, Beethoven Fernandes Moreira, um Shih-Tzu, está na Coordenadoria de Combate aos Maus Tratos. Beethoven é “filho bichológico” de uma das advogadas da Comissão. Já tem gente preparando a documentação de seus vira-latas em protesto contra a elitização “bichológica” e outros questionando o motivo de ser um cachorro e não uma cadela. Do jeito que vai, vão aparecer peixes de aquário, iguanas, hamsters e outras espécies reivindicando eleições limpas para a função.

Bom dia Secretário-chefe da Casa Civil, Jonathan Donadoni. É verdade que Vossa Senhoria encomendou um Domo de Tesla da Shein para se proteger dos mísseis?

Esta é uma coluna de opinião para quem gosta de saber o que está debaixo do tapete. As fontes são mantidas no anonimato.

Contato: [email protected]

imagem- Folha Uol

 

 

 

 

 

 

 

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