Apesar da crise com a PM Secretário de Segurança é imexível

– Imexível

Não esperem a queda do Secretário de Segurança, coronel Paulo Cézar por conta da crise com os oficiais da PM. Informações qualificadas garantem que nem a crise, nem a violência movem o Secretário do cargo. Ele é literalmente da cozinha do governador Gladson Cameli e pelo menos uma vez por semana, toma café com o governador. Ponto.

-…e muito firme

Pessoas como o Secretário de Segurança com um conceito invejável até na oposição não precisariam manchar o currículo dessa maneira. Afirmar que “o capital intelectual da instituição está fragilizado”, foi de uma arrogância imperdoável. Tanto que o Comandante da PM, coronel Paulo César Silva reagiu expondo o fato que todos os oficiais são concursados, cumpriram os anos de formação e têm especialização ao contrário do Secretário que veio do exército e após um estágio de apenas 6 meses virou oficial. Paulo Cézar pode continuar no cargo de Secretário de Segurança, mas não terá apoio da instituição a que pertence.

– Geral

A crise não é apenas entre o Secretário e o oficialato. Quando estabelece o limite de major “para baixo” que de acordo com as palavras dele “não teve uma formação inicial adequada” e ao mesmo tempo critica os que no conceito dele tiveram essa formação, Paulo Cézar joga toda a corporação na vala do limite intelectual. Em tempo, para entrar na PM do Acre é exigido nível superior.

-Alerta

A crise evidencia a necessidade urgente de transparência na pasta da Segurança. O Secretário suspeita estar sendo clonado, gravado. É a segunda autoridade do estado a ter esta suspeita. Em novembro do ano passado o governador Gladson Cameli investiu mais de R$ 250 mil em equipamentos pessoais contra a espionagem.Equipamentos que fazem varredura eletrônica para detecção e prevenção de espionagem e descobrem quem está espionando seus telefones e notebooks. Pelo jeito algo grave está acontecendo no Deep State acreano.

– Profunda

O fato do Secretário de Segurança suspeitar estar sendo vítima de clonagem ou espionagem aponta para uma guerra nos bastidores. Experts nos guardiões afirmam que o sistema só é acessível à Polícia Civil e ao Gabinete Militar. Soma-se a este detalhe o fato do Secretário só ter superioridade hierárquica prática sobre o Iapen (Instituto de Administração Penitenciária) e o ISE (Instituto Sócioeducativo). E o Iapen é “um pote até aqui de mágoas”, parafraseando Chico Buarque.

– Observação

Estranho o mutismo do deputado Cadmiel Bomfim (PSDB), sobre esse problema. Cadmiel é sargento da Polícia Militar e foi eleito pela tropa. Só para constar. Mas vale destacar que o parlamentar também não se manifestou sobre o conflito entre os decretos do governador e do prefeito Tião Bocalom sobre os cultos presenciais. Aliás, para ser justa nenhum deputado evangélico se pronunciou sobre o conflito entre os decretos. Antônio Pedro (DEM) e Wagner Felipe (PL), também se mantiveram calados.

-Segurança pessoal

O governador Gladson Cameli anda bastante procupado com sua segurança pessoal. Ainda em 2020, anunciou a compra de um veículo blindado para uso exclusivo dele. A caminhonete custou R$ 372 mil. Certamente não foi do dinheiro economizado com a exoneração dos seguranças do vice-governador Major Rocha (PSL).

-Sem Acre

Os senadores acreanos não assinaram a CPI da Pandemia que visa investigar omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19. O Brasil já registrou mais de 350 mil mortes desde o início da pandemia. O equivalente ao desaparecimento de 8 cidades do tamanho populacional de Sena Madureira não sensibilizou Márcio Bittar (MDB), Mailza Gomes (PP) e Sérgio Petecão (PSD), embora o Brasil tenha sido contra a quebra de patentes para a produção de vacinas e a falta de UTI’s e de oxigênio tenha matado pacientes de covid.É de se perguntar se quem cala consente.

– Nenhum de nós

Entre as 32 assinaturas favoráveis à implantação da CPI da Pandemia não consta o nome dos senadores pelo Acre, embora o MDB e o PSD tenham assinaturas lá, como a dos senadores Euduardo Braga e Omar Aziz. O único partido que não aparece é o Progressistas. Mailza Gomes, portanto, seguiu o partido. Motivos para investigar não faltam. O governo brasileiro não se cadastrou para a aquisição de vacinas quando estas começaram a ser fabricadas mas gastou mais de R$ 1,5 milhão para produzir cloroquina. Existem suspeitas que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump seja ligado a laboratório que produz a base da cloroquina. O TCU foi notificado.

– CPI

O STF definiu que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), deve instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar possíveis desvios ocorridos durante a pandemia. O ministro Roberto Barroso atendeu ao pedido dos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru, ambos do Cidadania. O senador Randolfe Rodrigues (Rede) alertou: “quem retirar a assinatura do pedido de CPI, também é genocida”, o que aponta para uma movimentação nos bastidores do Senado para evitar a investigação. O presidente Jair Bolsonaro reagiu contra a decisão de Barroso, dizendo que “conhece seu passado” e outras palavras impublicáveis, o que por sua vez abriu uma nova crise entre o Executivo Federal e o Supremo Tribunal Federal.

– Luta

O presidente Jair Bolsonaro colocou seu “trator” para impedir a CPI. Mesmo assim dos bastidores do Senado a informação é que a vitória do presidente é considerada muito difícil.Os líderes dos partidos já começaram a indicar os membros. O Brasil se transformou num pária internacional, por apresentar os piores números e corre o risco de começar a sofrer sanções internacionais.

– Expectativa de vida

O combativo jornalista Léo Rosas, publicou em seu site O Espinho da Notícia, um estudo do Departamento de Saúde Global e População da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que conclui que a pandemia sem controle fez o brasileiro perder quase dois anos na expectativa de vida ao nascer. É uma conclusão muito grave porque quem sobreviver terá a vida encurtada de qualquer maneira. Em resumo, somos todos vítimas.

Bom dia, deputado José Bestene (PP). Compreensível não querer ter seu nome vinculado ao do seu genro, mas ao fazer uma defesa dele na Assembleia Legislativa não está automaticamente se vinculando? Perguntar não ofende né?

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