Nova investida
Na semana passada o senador Márcio Bittar teria tentado mais uma vez tomar o PL. Fontes de Brasília garantem que ele procurou o presidente nacional do PL, com a conversa de apoio ao presidente Bolsonaro. Além de dizer que levaria para o PL, a ex-esposa Márcia Bittar, que ele apresenta como ” a candidata de Jair Bolsonaro ao Senado”, teria oferecido também o governador Gladson Cameli, de lambuja. Valdemar da Costa Neto, teria respondido que são todos bem-vindos, entretanto qualquer decisão do PL no Acre é da deputada Mara Rocha. Quem acompanhou a investida, garante que Bittar saiu cabisbaixo.
…em vão
Na primeira vez em que tentou tomar o PL do Acre, Márcio Bittar não conseguiu sequer ser recebido pelo presidente nacional. O que não ficou claro é se ele tem procuração do governador Gladson Cameli para usá-lo como moeda de compra. Se quando estava por cima, com R$ 18 bi das emendas de relator sob seu controle e um pool de partidos, não conseguiu tomar o PL, imagine no período das “portas se fechando”.
Dinâmica
A política institucional é feita muito mais de conveniência do que de ideologia (esta é restrita à política popular), salvo raras e honrosas exceções. Dessa maneira, a liga que une grande parte dos partidos é monetária. Sem “money” não se compra fidelidade e apoio. O ensinamento de Eduardo Cunha, não pode ser menosprezado. Portanto, que ninguém se surpreenda, muito menos o maior interessado, com as mudanças que se desenham no horizonte.
Nervosismo
A tentativa de Marcio Bittar mostra que o senador não está tranquilo com as reviravoltas políticas, mas quem está seguro nessa montanha russa? A pressa em tentar se apossar do PL mostra isso. O instável presidente adiou por tempo indeterminado a filiação ao PL anunciada para o próximo dia 22. Bittar foi para o PSL, que não quer Bolsonaro e quase repetiu o erro com o PL. Ganharia mais se tivesse ficado quieto, afinal pelo jeito Bolsonaro vai acabar mesmo no Republicanos que no Acre é dirigido pelo filho do casal Bittar. A filiação de Jair Bolsonaro já foi recusada por 9 partidos. Nesse contexto, o Republicanos para o presidente, não é opção, é falta de opção.
O nome é Jéssica
Deputados da base de sustentação do governo garantem que não há espaço para Márcia Bittar na chapa de Gladson Cameli (PP). Caso Gladson leve em frente a decisão de disputar a reeleição, Jéssica Sales (MDB) é a escolhida. O desempenho eleitoral da “menina do Juruá” a credencia a isso, garantem. Entretanto, muitos deles acreditam que o governador poderá optar pelo retorno ao Senado, o que seria uma vitória certa e uma vida política muito mais tranquila. O fato de Gladson monitorar o nome da esposa, Ana Paula Cameli para deputada federal seria um indício forte dessa possível intenção. Se ele disputar a reeleição, Ana Paula não poderá ser candidata. Mas mesmo se a opçao de Gladson for pela volta ao Senado, Jéssica Sales seria a dobradinha preferida, numa ousada tentativa de eleger dois senadores do Juruá.
Barbas de molho
Cameli teria colocado as barbas de molho, após o resultado da última pesquisa sobre intenções de votos para a disputa governamental em 2022. Gladson que no mês de setembro batia o recorde como o governador com maior aceitação no país, ultrapassando os 80%, e no mês anterior, agosto, contava com 62% das intenções de voto. Agora, apenas três meses depois, aparece com 49%. Uma queda de 13%. A se manter em queda, chegaria na campanha de 2022 completamente desidratado. Em contrapartida, seria imbatível para o Senado, avaliam seus apoiadores. Aguardemos.
Vento a favor
O ex-presidente da Assembleia Legislativa Ney Amorim (Podemos), anda rindo escondido. A filiação do ex-juiz Sérgio Moro ao partido de Ney, dá um impulso ao Podemos local. Moro estuda a possibilidade de disputar a presidência da República com o apoio da mídia nacional, dos Estados Unidos e do mercado financeiro, o que faz dele um fortíssimo candidato, apesar da voz que o tornou conhecido no país como “marreco de Maringá”. Pode-se não gostar dele, não votar nele, mas é inegável que a candidatura não pode ser menosprezada. Até porque em um eventual segundo turno deve contar com os votos do leque de eleitores conservadores, dos anti-PT e dos muristas, exatamente por se apresentar como um “Bolsonaro Civilizado”. Um prato cheio para quem anda em busca de uma terceira via. Aliás, dizem nos bastidores que é preciso pagar direitos autorais à acreana Marina Silva, que já seria terceira via quando essa opção sequer existia.
Fora
Parlamentares do PSDB, tanto na esfera estadual como nas municipais, começam a avaliar a possibilidade de pular fora do ninho. Do interior do estado vem notícias nada alvissareiras. A condução do partido por Manoel Correia (o Correinha), teria deixado muito a desejar. Os diretórios se sentiriam abandonados. Enquanto o PSDB enfrenta sérias dificuldades para formar uma chapa competitiva para 2022, o presidente estadual está focado nas prévias para a escolha do candidato a presidente da República. A continuar dessa forma, em breve nem o bico do tucano será visível a olho nu.
Fora II
O deputado Luiz Gonzaga, estrela maior do PSDB no Acre, pode se mudar para o PP de Gladson Cameli. Pessoas próximas a Gonzaguinha garantem que ele está sim avaliando essa possibilidade que conta com a benção do presidente do Legislativo, Nicolau Júnior (PP). A intenção de Nicolau seria apoiar Gonzaga para deputado federal enquanto disputa a reeleição para o Legislativo Estadual. A ideia dos dois é turbinar o Juruá com emendas parlamentares federais e usar a experiência de Luiz Gonzaga nos ministérios para ajudar a captar recursos para a região. Luiz Gonzaga que quer a todo custo o desenvolvimento do Juruá, estaria balançado. Mais um empurrãozinho e ele cai do ninho tucano.
Novidade
O bom medebista Roberto Feres, professor universitário e policial federal, está sendo sondado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022. A direção local do partido quer alguém “raiz” na disputa. Feres sempre atuou na política, mas nos bastidores. Parece que chegou a hora de trocar a coxia pelo centro do palco. Renovação bem vinda.
Bom dia, deputado Fagner Calegario (Podemos), parece que vossa excelência encontrou seu lugar ao sol, né? Dizem que quando o silêncio substitui a brabeza, basta lançar um olhar através da janela para ver se a plantação está bem regada, o popular, choveu no roçado. Foi o preço para retirar a assinatura e implodir a CPI da Educação, excelência?
Esta é uma coluna de opinião
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