– Real
O Secretário de Saúde Alyson Bestene vai se filiar ao PSDB onde já entrará como presidente do partido no Acre. A exemplo do que fez Ney Amorim no Podemos. De nada adiantou a resistência do atual presidente Manoel Correia, o Correinha, à ida da deputada Vanda Milani para o partido. Vai perder a presidência de qualquer maneira. Muita inocência de Correinha imaginar que teria chance. Para os partidos o que vale mesmo são os deputados federais. Na falta deles serve o apoio de um governador bem relacionado com a direção nacional e algumas promessas. De levar de vice, por exemplo.
-…e oficial
Por trás da cara de bom moço do Secretário de Saúde Alyson, existe o DNA dos Bestene. Tratorar o médico e político Rodrigo Damasceno porque este quer deixar o PSDB para se filiar ao Podemos de Ney Amorim, não tem outra explicação a não ser perseguição. O Secretário de Saúde que não tomou nenhuma providência em relação aos problemas de saúde em Tarauacá, onde faltam médicos e não tem anestesista- Rodrigo Damasceno atua também como anestesista quando precisa fazer cirurgia- agiu com celeridade para punir Rodrigo. Ao saber da intenção do ex-prefeito de Tarauacá, de ir para o Podemos, Alyson imediatamente determinou o cumprimento do contrato de 30 horas semanais em Feijó. Deu com os burros n’água. Rodrigo se licenciou sem ônus e vai para o Podemos. Além do mais, o médico tem clínica particular e um diploma nacional que estão fora do alcance de Alyson.
-Briga interna
O fato evidencia que muito mais que a perseguição pessoal, a briga política é nas entranhas da base do governo. Justamente entre os meninos de Gladson. O governador construiu uma imagem de competência para o Secretário de Saúde que não resiste fora do marketing. Ney Amorim, é o conselheiro preferido do chefe do Executivo. Se os preferidos estão brigando entre si, com direito a golpe baixo, imagine o resto dos dirigentes. Na Assembleia Legislativa, vai ter CPI, sim. Caso o governo consiga que dois deputados retirem as assinaturas, um deputado da base vai assinar para garantir a investigação. Passaram-se pouco mais de dois anos. Gladson mexe cordas demais com habilidade de menos, como diz uma amiga. Aguardemos.
– Jogou
O presidente da executiva estadual do MDB, Flaviano Melo assumiu uma postura autoritária e jogou na lata do lixo a principal qualidade do partido que era justamente aceitar os diferentes posicionamentos. Na quinta-feira (06), reuniu um tal Conselho Deliberativo do partido e determinou, ao lado do senador Márcio Bittar, que o MDB do Acre aderiu à base do governo Gladson. Os três deputados do partido não foram convidados. Sem terem sido consultados, receberam a incumbência de defender o governo. Márcio Bittar foi além. Disse que os deputados emedebistas vão “emitir um atestado de idoneidade do governo por meio da CPI”. Os três deputados do partido reagiram em uníssono: “Os três deputados do MDB são independentes e assim atuarão na Assembleia”.
-…a toalha
Flaviano parece ter perdido a mão. Abriu tanto as portas do partido que hoje corre o risco de perder a liderança e ficar na saudade.A opinião é de parte do MDB que entende que a situação está difícil de reverter e que com a dificuldade de se reeleger, o presidente do partido no Acre, está se preparando para “pendurar as chuteiras”. Para embasar essa opinião, o grupo afirma que Flaviano teria liberado os assessores para apoiar outras candidaturas. Outra vertente entretanto ainda aposta na sagacidade de Flaviano e analisa que ele aparenta estar submisso à Márcio Bittar mas tem uma carta na manga que será puxada no momento certo. O Flaviano de anos atrás teria, com certeza. O atual parece encarnar uma versão mais Flaviano Batista cansado de guerra. Não é segredo dentro do partido que Márcio Bittar quer a presidência. Talvez consiga. E vai ter gente saindo pelo ladrão.
– Enviesado
A senadora Mailza Gomes (PP), não está alheia a toda essa movimentação. Gladson voltou para o PP com a bênção dela. O partido perdoou a saída dele para apoiar Socorro Néri (PSB) e o recebeu de volta com glórias de vencedor, apesar do fracasso. Na verdade, inverteram as posições para recebê-lo. A vitória na eleição municipal foi do PP. Gladson era adversário. No retorno, o governador declarou que Mailza era sua candidata ao senado. Mas a conta de Márcio Bittar traz em letras graúdas o nome de Márcia Bittar para o senado. É só uma vaga. Parece que a desconfiança de Mailza se materializou na saída de Arthur Libório do Gabinete Civil da prefeitura de Rio Branco. Arthur sempre cuidou da articulação política de Mailza. Vai voltar a cuidar do gabinete, do mandato e da luta pelo senado. Em busca da vaga que já foi prometida a ela e à Márcia Bittar.
– Sinuca
Na verdade Gladson está numa sinuca de bico. Precisa do Progressistas para se candidatar à reeleição, o que significa ter ao seu lado a presidenta do partido como candidata ao senado. Mas precisa de Márcio Bittar e algumas centenas de milhões de reais, em emendas administradas pelo relator do Orçamento da União se quiser realizar o que não fez em mais de dois anos. A lógica é que para alguém ganhar, alguém tem que perder. Márcio sonha alto. Não vai abrir mão, principalmente quando está com a faca e o queijo na mão. Talvez a saída seja convencer Mailza a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, embora ninguém em sã consciência troque o céu pelo purgatório.
– Império
Roma tinha seus Césares. Jordão e Tarauacá têm Sérgio. A família Sérgio/ PDT que já domina a região, se prepara para ampliar seu poder a partir de 2022. O cacique Jesus Sérgio, deve ir para a reeleição apenas para cumprir o rito, porque a vitória é praticamente certa. Ele tem a esposa Néia Sérgio na prefeitura de Tarauacá, o prefeito Naudo Ribeiro, na administração de Jordão, dois irmãos secretários municipais no Jordão e um irmão como diretor da Funtac. A simbiose entre as duas prefeituras pedetistas é tão grande, que o prefeito do Jordão, contratou a empresa do Secretário de Obras de Tarauacá, também do PDT, para fornecer serviços de internet para a prefeitura e secretarias de Jordão por mais de duzentos e quarenta mil reais. Se continuar nesse ritmo, em breve o cumprimento a Jesus, terá que ser “Ave, Sérgio”, como aos antigos Césares de Roma.
– Descaso
A repercussão do voto da deputada Jéssica Sales (MDB), na matéria sobre a volta às aulas presenciais impediu que se prestasse atenção às graves denúncias que ela fez na mesma entrevista. Segundo a deputada, o governo do estado não utiliza a totalidade do dinheiro das emendas dos parlamentares federais para a Saúde. Só dos valores destinados por ela, existem R$ 12 milhões em caixa, desde agosto do ano passado, enquanto pandemia ceifa vidas. Em tempo, com o estado de emergência que inclusive foi prorrogado, não necessita nem de licitação. Jéssica destacou que cada tomógrafo custa R$ 3 milhões. Com as emendas parlamentares foram comprados dois, um para Cruzeiro do Sul e outro para Brasiléia mas não os instalou. Os tomógrafos estão há dois meses dentro das caixas, nos hospitais, sem funcionar porque até hoje não foram montados. O que o governo chama de compromisso com a vida, os leigos carimbam de descaso.
-Diário da Ponte
Os acreanos sofreram uma overdose de Ponte sobre o Rio Madeira. Nem a descoberta de uma vacina contra o câncer ocuparia tanto espaço. Mesmo assim, é impossível não comentar alguns detalhes pitorescos como o tapa do presidente Jair Bolsonaro no braço do governador Gladson Cameli quando este atravessou o braço pela frente do presidente para cumprimentar o governador de Rondônia. Cena típica de um pai repreendendo um filho mal educado. Gladson se esmerou no discurso. Prometeu apoio a Jair Bolsonaro enquanto aparelha o PSDB de João Dória para caminhar com ele na eleição de 2022. Depois, dirigindo-se ao governador de Rondônia, Marcos Rocha (sem partido), disse: ” me desculpe governador, mas esta ponte é do Acre, porque A é a primeira letra do alfabeto. Depois vem o B de brasileiros. Estamos no Abunã…”. Gladson Cameli vivendo seu momento Carluxo.
Bom dia senador Sérgio Petecão (PSD). É verdade que vossa excelência anda dando corda para Tião Bocalom disputar uma vaga de deputado federal em 2022? Lógico que não é para que a vossa esposa assuma a prefeitura bem no meio da disputa pelo governo do estado, né?
