Poucas horas após nova derrota de Gladson na Justiça, pesquisa eleitoral tenta emplacar governador em primeiro lugar

Poucas horas após nova derrota de Gladson na Justiça, pesquisa eleitoral tenta emplacar governador em primeiro lugar

Poucas horas após ter mais uma derrota na Justiça, ao ter seu pedido para anular as provas obtidas durante a Operação Ptolomeu, negado por unanimidade pelos membros do Superior Tribunal Federal, o governador do Acre, Gladson Cameli, aparece em uma pesquisa com com 50,3%. O estudo foi feito pelo Instituto Perfil, de Porto Velho, e divulgada pela Fieac.

O resultado causou estranheza porque na última pesquisa, divulgada há menos de um mês, o atual governador estava com 38%. Na anterior, pouco mais de 40% e vinha em uma sequência de queda nas intenções de voto.

Em sua coluna, o jornalista Luiz Carlos Moreira Jorge disse que “a pesquisa trouxe números “bem estranhos”” Veja Aqui

Poucas horas após nova derrota de Gladson na Justiça, pesquisa eleitoral tenta emplacar governador em primeiro lugarO jornalista Alemão Monteiro fez uma relação entre quem encomendou a pesquisa, neste caso a Fieac que é comandada por José Adriano, filiado ao mesmo partido do governador, pré-candidato a deputado federal. “Como confiar em uma pesquisa encomendada por um filiado do PP e pré-candidato a deputado federal que anda colado no chefe do Executivo nas agendas mais diversas? O TRE precisa ficar de olho em possíveis irregularidades.  A Pesquisa deu muito na vista ao colocar Gladson Cameli com vantagem de 50% e isso chamou muito a atenção, pois o governo está em baixa e cheio de insatisfação dos Acreanos, seria quase impossível o governador aparecer com nível de aprovação tão elevado”, disse ele. Veja Aqui

A matéria também relaciona o anúncio da pesquisa da FIEAC ter sido divulgado estrategicamente no mesmo dia em que o STJ rejeitou o pedido da defesa do Governador Gladson Cameli, para anular o processo de investigação do maior esquema de corrupção da história política do Acre, a Operação Ptolomeu que expôs o governo Gladson Cameli em manchetes negativas em todo o Brasil. Relembre Aqui

Gladson Cameli (PP), foi o único governador da história do Acre a ter sua residência, o Palácio do Governo e a Casa Civil, revistados pela Polícia Federal a mando do Superior Tribunal de Justiça (STJ), assessor preso, Secretário de Estado e chefe de seu Gabinete Militar afastados e até a esposa proibida de frequentar espaços de governo. Foram apreendidos objetos de valor e até um carro do governador. No que é considerado o maior escândalo do Acre, o governador Gladson Cameli foi acusado do desvio de quase 1 bilhão de reais de verba da Saúde e da Educação. Veja Aqui

Os advogados do governador do Acre entraram com uma ação para que as provas obtidas na Operação Ptolomeu fossem anuladas, mas o STJ endossou e reforçou a ação da Polícia Federal. Veja Aqui

Por unanimidade os ministros do STJ negaram o recurso interposto pelos advogados do governador Gladson Cameli para anular as provas obtidas durante a Operação Ptolomeu e ainda disseram que  “está bem caracterizada  a legitimidade da medida de busca e apreensão, visto que , consoante elementos coligidos aos autos do inquérito policial, há prova mínima da materialidade e indícios de envolvimento dos representados nos fatos apurados, tais como: a) pagamento de propina em licitações; b)movimentações financeiras atípicas, dificultando a identificação da origem dos valores transacionados; c) integração por inúmeros agentes; d) estrutura bem ordenada e caracterizada pela divisão de  tarefas, sendo o governador do Estado do acre o principal organizador e regente da orcrim; e) os crimes de corrupçaõ ativa , passiva e lavagem de dinheiro possuem penas máximas superiores a 4 anos.

Poucas horas após nova derrota de Gladson na Justiça, pesquisa eleitoral tenta emplacar governador em primeiro lugar

Um dia antes da decisão do STJ, o senador Sérgio Petecão (PSD), cobrou do Supremo, um posicionamento sobre as acusações em pronunciamento na sessão do Senado. Veja Aqui

Para esta semana está sendo aguardada a divulgação de duas novas pesquisas.

Foto- Secom

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