1-Sem perdão
O deputado estadual Fagner Calegário (Podemos), foi pego com a boca na botija explorando ilegalmente uma área de preservação permanente (APP). E fazendo uma barragem. O crime ganha contornos ainda mais graves por acontecer exatamente quando o estado todo vive seu período de maior seca, com rios secos colocando em risco a vida da população em consequência de ações como esta. Seus eleitores que convivem com a falta d’água e com os problemas de saúde causados pela fumaça deveriam cobrar do parlamentar um compromisso com a vida. Seus pares na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), idem. Mas isso envolve compromisso com a vida. Talvez seja esperar demais dos nossos representantes. E da compreensão dos eleitores. Por sorte o Ministério Público está mais atento.
2-O tche tchererê tche tche do Tchê
Calegário estava utilizando um trator da Secretaria de Agricultura do Estado na exploração ilegal da APP. Duplamente ilegal. A Seagri não pode ceder equipamento público para ações privadas. Pior ainda em área de proteção permanente. Olhos atentos observam que isso vai além conivência. Pode ser encarado como cumplicidade. “Aquele que colabora em, ou participa com outrem de algum fato é coautor”, assim está caracterizada a cumplicidade no dicionário Aurélio. Até agora ninguém além do Ministério Público se manifestou. E o silêncio é cúmplice. E opressivo. E destruidor. Por muito menos o governo do estado exonerou presidente da Fundhacre, Ana Beatriz. Os olhos estão atentos. E a cobrança assinada. Parece que a dupla Calegário/Luís Tchê será indicada ao prêmio Motosserra de Ouro.
3-Boca sob ameaça
É óbvio que o prefeito reeleito Tião Bocalom (PL) está sob ameaças. Há muito tempo. Elas são internas. Como o Mr Magoo, o ceguinho de um antigo desenho, ele foi protegido pelo acaso durante todo este mandato. Mas a sorte não dura para sempre. E a realidade bate à porta do prefeito na forma de um grupo de empresários. . Fontes garantem que a pauta da discussão é uma cobrança de 40% sobre contratos como contribuição de campanha. Garantem que Bocalom não sabia mas ao tomar conhecimento terá que tomar uma posição contra os cobradores. Dizem que tem gente que movimentou R$ 1 milhão mas nas contas apareceram R$ 800 mil. Pausa sem espanto. A prática é recorrente e a Justiça não segue o dinheiro. Bastaria investigar para descobrir investimentos suspeitos geralmente em nome de terceiros. Apartamentos, bois, terras, veículos, coisas palpáveis e visíveis. Afinal, ninguém investe em bolhas de sabão que somem no ar. Ou Bocalom esclarece e toma uma atitude ou afunda junto. A prestação de contas de campanha não pode ter falhas. Aguardemos.
4-…e amadores na área
Uma das histórias que chegou a mim chega a ser hilariante. E envolve uma pessoa até então considerada exemplo de dignidade. Pois esta pessoa teria sido procurada por um empresário que se voluntariou para contribuir com a campanha do prefeito. Dito isto entregou uma mochila cheia de dinheiro. R$ 450 mil no total. Para a campanha. No dia seguinte recebeu o agradecimento de alguém da coordenação pelos R$ 200 mil. Alguém de cujo nome não recordo disse que no fundo, no fundo, não existe pessoa honesta, existem aqueles cujo preço não foi alcançado. E o mais irônico: “sou a pessoa mais honesta que o dinheiro pode comprar”.
5- Cabeças vão rolar
A expectativa é que ao ser confrontado por essas “trampas”, Bocalom vai ser obrigado a tomar uma atitude. O que significa que cabeças vão rolar. Mas não para muito longe. O cargo de ASPONE (Assessor de P#rra Nenhuma), estaria prestes a ser restabelecido. É o que dizem pelos corredores escuros do poder. Desponta para um reconhecimento em cargo importante, o nome de Rennan Biths, que foi o coordenador-geral da campanha de Tião Bocalom. Parece que todo o mundinho municipal está encantado com o moço. Ele é o preferido de dez entre dez estrelas municipais. Aguardemos. E não. Não criem expectativas de mudança na comunicação do prefeito. De acordo com fonte muito próxima de Boca, ele não tem intenção de tirar seu pupilo Ailton Oliveira, apesar do nome de Rutemberg Crispim ter circulado. O problema do Rutem é que sua competência o precede o que faz com que seja usado até como ameaça. Cada vez que alguma coisa precisa de conserto é a primeira carta a aparecer. Mas ao que parece o colega quer sossego. E curtir a família. Bem longe dos holofotes.
6-Dança das cadeiras
Uma possível dança das cadeiras que acompanha o fim de um mandato, início de outro, provoca insegurança. E traz a possibilidade se livrar dos desafetos. Pena que isso joga na fogueira gente competente como a secretária municipal de planejamento, Neiva Tessinari. A moça é correta. Seu pecado é não dourar a pílula. Brigar pelo considera certo. Se Bocalom fosse o Pinóquio, Neiva seria o Grilo Falante. Aquele que tenta corrigir o rumo. Isso incomoda muito mais o entorno do que propriamente o prefeito. Olhos atentos observam que caso Bocalom dê ouvidos aos do contra que se movimentam pelos corredores da prefeitura, não será Neiva a perdedora. Não mesmo.
7-Difícil
Segmentos dentro do partido Progressistas defendem que disputar o governo do estado com Mailza Assis (PP) é uma barca furada. A atual vice-governadora segundo este segmento “já atingiu seu teto”. E sem o crivo das urnas em todas as funções que assumiu. O partido também resiste em apoiar o nome do senador Alan Rick (União) para o cargo máximo do Acre. Em comum Mailza e Alan têm o radicalismo religioso moderno que assusta cada vez mais um maior número de eleitores. Alan tem ainda contra si o radicalismo político que já cansou o eleitor. O radicalismo político foi como fogo de palha: pegou logo e passou rápido. O fato de não ter entrado “duvera” na campanha de Bocalom é outro detalhe que pesa contra Alan Rick. Nesse contexto cresce o nome do deputado Nicolau Júnior (PP), considerado moderado em todos os setores. Bem ao gosto do Centrão. Alan Rick também não conta com o apoio do União Brasil e do PL (entenda-se, Márcio Bittar, União), que preferem empurrar Tião Bocalom (PL) para a disputa para ajudar Bittar a se reeleger senador. Márcio Bittar vai querer reeditar a eleição de 2018 quando colou em Gladson Cameli (PP). Tem dois anos pela frente. Muita água pode passar por debaixo da ponte. Ou não, dadas as mudanças climáticas. Mas não percam de vista o nome de Nicolau Júnior. É forte.
8-Non grata
A vice-governadora Mailza Assis, caso opte por disputar o governo do estado deve enfrentar forte resistência em Senador Guiomard, município origem de sua trajetória política. O vereador Magildo Lima (PL), deu voz à rejeição. Segundo ele, Mailza perseguiu a ex-cunhada Rosana Gomes (PP), prefeita reeleita e ainda participou da carreata do adversário do Progressistas no município, Gilson da Funerária (PSD). O vereador Magildo encara como uma afronta às mulheres do Acre o fato da vice-governadora ter levado a tiracolo seu namorado para o evento político na cidade. O namorado enfrenta uma ação por agressão física à ex-esposa. E completou: “ela que não venha atrás de voto aqui em Senador Guiomard”. Pois.
9-Mudanças
A Assembleia Legislativa do Acre deve registrar mudanças expressivas em 2026 caso se concretize o que vem se desenhando com Nicolau Júnior para o governo, Luiz Gonzaga (PSDB) e Pedro Longo (PDT) para deputados federais. Todos com amplas chances. Gonzaga com sua vibe desenvolvimentista seria na Câmara dos Deputados um incansável lutador pelo progresso do Acre. Pedro Longo com sua educação privilegiada e formação seria motivo de orgulho para o estado tão exposto negativamente com a atual legislatura onde o único ponto positivo é a deputada Socorro Néri (PP). Infelizmente, um ponto fora da curva. Por outro lado, o Legislativo Estadual poderá ganhar bons nomes como Vanda Milani, Marcus Alexandre (MDB) e Jenilson Leite (PSB), embora olhos atentos observem que a composição ideal para a melhoria fosse a dupla- Jenilson prefeito e Ronald Polanco governador. Ou vice-versa. Para começar. Ponto.
10- A queda
Lula cai, bate a cabeça e não vai à cúpula dos Brics. Ponto 1-claro que em uma pessoa de 78 anos de idade qualquer queda é preocupante; Ponto 2- Lula está com medo de atentados depois do “incidente” com o avião presidencial no México; Ponto 3- Ministro Mauro Vieira que não é entusiasta da expansão do Brics vai representar o Brasil. China e Rússia defendem a expansão. A primeira porque tem interesses comerciais, a segunda porque pretende criar um extenso polo anti-imperialista. Ambos desafiam o poder dos EUA; Ponto 4- Lula não defendeu a soberania venezuelana na questão da eleição de Maduro. Conclusão: a queda do presidente mostrou que a cabeça dele bateu no teto. No teto do progressismo. Não esperem posicionamentos que desafiem o imperialismo estadunidense neste 3º mandato. Aliás, a bem da verdade, nunca desafiou. Nem nos dois mandatos anteriores. Mas a posição “em cima do muro” está mais clara. Óbvio que tem muito mais coisa. Mas não cabem numa notinha. O fato de China e Rússia desafiarem o império pode resultar numa 3ª guerra mundial e se tomar uma posição o Brasil estará dentro do conflito armado. E o país não tem força. Olhos atentos observam que o exército brasileiro só tem experiência em dar golpes de Estado e manter seus privilégios. Enquanto isso Lula tenta não queimar as mãos na batata quente com as luvas de paz e amor. Para o bem e para o mal. Lula não é vermelho. Está mais para cor-de- rosa. Se bem que vermelho é a cor do Trump. Dos Republicanos dos EUA. Ponto.
Bom dia, prefeito reeleito Tião Bocalom. É verdade que o plano é o senador Márcio Bittar garantir emendas para a prefeitura entregar obras e mais obras para garantir a eleição de 2026? Esqueceram que o STF é uma pedra nesse caminho?
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