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Coluna da Angélica- Governo em busca de caminhos

– Reforma

Governo anuncia mais uma reforma. Em dezembro do ano passado os deputados aprovaram por unânimidade a 2ª reforma proposta por Gladson. Logo depois, o próprio governador vetou sua proposta e deixou todo mundo voando. Pode até não ser mas a impressão que passou foi que ele utilizou a proposta para jogar com o cadastro de reserva da PM. Dizia que só poderia convocá-los se a reforma fosse aprovada. Apostou que os deputados rejeitariam. Como foi aprovada por unânimidade, desistiu. Agora anuncia outra reforma com a fusão e criação de Secretarias. Uma ideia confusa como o próprio governo. Fazer uma reforma para o último ano de governo…parece que o objetivo do governador é esse mesmo- dar declarações para se manter em evidência. O problema é que não se governa um estado à base de factóides.

– Incógnita

Difícil crer na possibilidade de criação de uma supersecretaria para Paulo Cézar, quando todos os dedos apontam para Emylson Farias. O ex-Secretário de Segurança é formado e pós-graduado no gerenciamento do Guardião, aquele sistema de espionagem. Paulo Cézar é considerado ético demais. Seja como for, os adversários políticos do governador, já começam a colocar as barbas de molho porque ao contrário do que apregoa, o chefe do Executivo parece bem afeito a uma guerra fria. Tem quem jure de pé junto que os dois demitidos do gabinete do vice-governador pelo próprio Major Rocha (PSL),foram exonerados porque eram espiões do governador no gabinete do vice. Não sei se eram de fato, mas a pressa com que Gladson Cameli os acomodou no governo levanta suspeitas.

– Cortesia

O deputado Cadmiel Bomfim (PSDB) se apresenta como o pai da ida de Rodrigo Damasceno para Feijó, onde vai prestar serviço de obstetra e ginecologista. Ocorre que Rodrigo Damasceno passou no concurso para prestar serviço em Feijó bem antes de Cadmiel ser eleito. Rodrigo ajeitou para permanecer em Tarauacá, onde mora a família dele e onde tinha pretensões políticas. Não seria surpresa se o cumprimento das 30 horas semanais, por exigência contratual, fosse usada para conseguir uns votos, inclusive virar alguns de Cadmiel, em Feijó. Rodrigo já declarou que pretende disputar uma vaga de deputado estadual e que deve sair do PSDB.
Cadmiel cobrou obstetra para Feijó, realmente, mas outros deputados também o fizeram. Os registros da Assembleia Legislativa estão aí para provar. Obrigarem Rodrigo Damasceno a cumprir seu contrato de trabalho é uma vitória do povo de Feijó e do trabalho conjunto dos deputados. A coroa de louros não cabe na sua cabeça, Cadmiel.

– Reeleição

Se tem alguém que tem certeza da vitória de Gladson Cameli em 2022, é um empresário cruzeirense. O cidadão anuncia aos 4 ventos que está disposto a ajudar o governador a obter a vitória. Ainda bem que tem disposição porque o céu não é tão azul como pintam. Se Gladson Cameli tivesse os alardeados 80% de aprovação, não teria perdido a eleição na capital. Gladson Bateu no teto em 2020. Enquanto isso, segundo análise de um amigo jornalista, o senador Sérgio Petecão (PSD), está “que nem peixe na piracema”, só abrindo a boca e engolindo. Em Cruzeiro do Sul é voz corrente que o cacique do MDB no Juruá, Vagner Sales apoia a candidatura de Petecão.

– O fator MDB

É impressionante o poder do MDB. Por mais desgaste que tenha, parece que ninguém vai a lugar nenhum neste país sem beijar a mão dos velhos caciques do partido.Na hora em que o sapato aperta, é na porta do MDB que independente da sigla, todo mundo vai bater. Lula (PT) e Jair Bolsonaro ressucitaram até o ex-presidente José Sarney. O “glorioso” não precisa colocar ninguém na presidência para mandar no país. Aliás, se movimenta melhor nas sombras. E sabe se movimentar.

-Andanças

O senador Márcio Bittar (MDB), está incansável em suas andanças acompanhando seu indicado na Secretaria de Produção, Nenê Junqueira. Se o resultado não for o que espera na eleição, restará a experiência de conhecer o Acre. Quem aguarda a visita com ansiedade é o pessoal do Ramal do Bagaço. Eles tiveram o ramal interditado por duas porteiras colocadas pelo empresário Ricardo Leite. O senador medebista que foi o primeiro a se manifestar em solidariedade ao Rico pela invasão à fazenda dele em Vista Alegre do Abunã- RO, não disse uma palavra sobre o problema enfrentado pelas 108 famílias que foram prejudicadas pela ação do empresário. Aliás, para ser justa, ninguém se dignou a defender aquelas famílias. Parece que independente de partido, os políticos se elegem com os votos dos pobres para agir em defesa dos ricos. Francisca Marinheiro e Sérgio Taboada fazem falta.

-Insônia

As CPI’s, tanto as de Brasília como a do Acre, provocaram insônia na classe política. Na taba, a noite foi de intensas trocas de informações, tentativas de sedução da base aos mais vulneráveis dentre os que assinaram o pedido de CPI, e garantias de não retirarem as assinaturas. Na noite de segunda-feira (03), o decreto de nomeação da esposa de Neném Almeida (Solidariedade), elevou a tensão. É praticamente certo que o parlamentar retire a assinatura. Nos bastidores a informação que circula é que Neném estaria aguardando o convencimento de outro parlamentar para não passar vergonha sozinho. O segundo a retirar a assinatura teria sido uma promessa do governo para que o ônus não recaísse inútilmente sobre apenas um parlamentar.

– Tempo

O deputado-cunhado, Nicolau Júnior (PP), que não por acaso é presidente da Assembleia Legislativa, protelou o quanto pode a instalação da CPI. Enviou os requerimentos da Original e da Genérica para a assessoria jurídica, depois viajou para Cruzeiro do Sul, em seguida para fora do estado, dando o tempo necessário para o convencimento de deputados. Nos bastidores ninguém desconhecia a intenção de ganhar tempo para evitar a instalação da CPI, porque uma vez instalada ninguém poderia mais retirar a assinatura, mesmo que ainda não houvesse membro indicado. Esta foi a crônica da implosão anunciada. Seja como for, o temor de uma investigação é evidente. E, se existe medo é porque tem certeza que existe prato guardado sujo.

– Decisiva

De qualquer maneira, a sessão desta terça-feira (04) é decisiva. Os que retirarem os nomes do pedido de CPI, vão ter que arcar com o ônus desta ação. Óbviamente quem não tem interesse em permanecer na política não tem muito com o que se preocupar. O presidente Nicolau Júnior, tem outras preocupações. Ele está no grupo dos que priorizam a família. Tem a irmã 1ª dama, e o irmão na Secretaria de Planejamento de Cruzeiro do Sul, e de acordo com informações da terra dos Náuas, pretende eleger o irmão deputado federal. A participação de Roberto em agendas no Juruá parece confirmar isso. Entretanto seria bom Nicolau mostrar as realizações do mandato para os seus eleitores pelo menos, porque os demais já desistiram de perguntar a que ele veio.

– Na mira

A prefeita de Tarauacá, Néia Sérgio, parece ter perdido o Ibope que conseguiu durante a campanha. Parcela expressiva da população está revoltada com a prefeita do PDT apesar do marketing do mandato. Recentemente um vídeo mostrando ações da Secretaria Municipal de Obras foi criticado porque existe a suspeita de que uma empresa teria ganhado a obra, com dispensa de licitação e teria recebido pelo trabalho desenvolvido pelo município. Estranha o fato da prefeita que tem familiares que trabalham no Judiciário e no MPE, não ter sido alertada para eventuais problemas que possam surgir.
Enfim, sempre é tempo de aprender.

-Coragem

Ainda está fresco na memória o “desabafo” de Socorro Néri no Facebook, irritada porque o nome dela aparecia como possível futura Secretária Estadual de Educação. No melhor estilo Greta Garbo, Socorro pedia para esquecerem o nome dela. Típico de político- dizer uma coisa e fazer outra. Néri tem o sangue de Manoel Machado correndo nas veias e se a voz das ruas estiver certa, todo o caminho desse sangue é o poder. De qualquer maneira foi jogada no fogo. Se sobreviver à confusão da Secretaria que assume, é boa. Mas o risco de sair queimada é grande. Empossá-la em plena turbulência de instalação de CPI pode ser uma manobra para aclamar o ânimo do deputado Jenilson Leite, colega de partido de Socorro. Mas não arrefecerá Edvaldo Magalhães (PCdoB), Antônia Sales e Roberto Duarte (MDB) e Daniel Zen (PT). Pelo contrário. Edvaldo e Zen têm contas antigas a ajustar com a ex-prefeita, e o vice-governador Major Rocha idem. Talvez o tiro saia pela cultra.

– Protegido

Nada contra a pessoa Júlio Cezar, mas nunca é demais perguntar o que o credenncia a ser diretor executivo da Cageacre, além da óbvia amizade do governador. Tudo bem que não deve ter nada para fazer numa empresa da massa falida do estado, mas pagar salários que vão de R$12 mil a R$ 15 mil, para quem não tem o que fazer pode soar como desperdício de dinheiro público. O ex-vereador Raimundo Vaz, também se enquadraria nesse caso.

Bom dia, prefeito Tião Bocalom (PP), explique-nos por favor por que dizem que vossa excelência pensa ter o monopólio da razão?

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